terça-feira, 20 de outubro de 2009

Fase 2 - Vancouver!



Olá,

Eu dividi a viagem em quatro partes e com a visita da Pâm, esta ficou sendo a segunda fase da viagem, agora já estou na terceira fase. Como aqui em Edmonton não tem muitas coisas para fazer nem para conhecer e é muito frio e seco, fomos tomamos um avião para Vancouver, uma cidade muito bonita e com temperaturas mais agradáveis.

Nesse post vou colocar umas fotos, não as melhores, nem as mais bonitas, mas as que tem coisas interessantes e/ou engraçadas, coisas bonitas também.
Bom, as minhas impressões a respeito da cidade foram muito boas, apesar de ter chovido ou ficado nublado a grande maioria do tempo que estivemos por lá. Muitos parques, praias, ruas bonitas e bem cuidadas, as árvores com as folhas vermelhas ou amarelas, da estação. Prédios bonitos e pessoas educadas. Nada de novidade né? Bom, mas dei umas voltas pelas ruas na chuva e vi muita gente caminhando, andando com seus cachorros, remando, pedalando, enfim, se exercitando mesmo sob a chuva, e isso me chamou a atenção.

A cidade também está respirando os jogos olímpicos de inverno, que acontecem em 2010... duas topeiras eu e a Pâm achando que eram as olimpíadas normais (as que vão acontecer no Rio em 2016, se os traficantes permitirem...), não conseguia entender porque tinham Hockey nas propagandas, nem esqui, mas tudo bem, a confusão já foi desfeita, acho que o Brasil nem participa dessas olimpiadas, ou participa? - Tudo bem, a Jamaica participou no Bobsled no filme "Jamaica abaixo de Zero", que tinha aquele cara gordo que também fez o "Esqueceram de Mim", e que morreu. Ele era engraçado. - - - Mudando de assunto, voltando ... Vancouver...vamos ver algumas fotos...

A gente ainda tava dentro do avião taxiando, quando tiramos essa foto do por do sol em Vancouver na nossa chegada.
Foi emocionante, o sol ia surgindo atras das nuvens, forte e limpo, depois de um dia de chuva. O chão ainda estava molhado e as cores eram as mais bonitas por causa da luz que vinha bem baixa, meio que cortando tudo. O aeroporto, que é bem bonito ficou ainda mais com toda aquela luz.
No outro dia de manhã...

Começando do começo, ruas com árvores bonitas... produtos Acme nas calçadas, "bip, bip!!"

Abaixo é a rua do nosso albergue, era uma das principais do centro, muitas lojas e boates, a noite tinha muitos pedintes drogados também. Tipo uma Nossa Senhora de Copa. Tava com obras e por isso também parecia com o calçadão da Rui Barbosa... to brincando...

Os dias ficaram nublados ou chuvendo por isso as cores não estão tão bonitas nas fotos, mas mesmo assim era tudo muito bonito. Talvez porque tivesse deixado uma Edmonton com temperaturas abaixo de zero e neve no chão, qualquer lugar mais quentinho parecia lindo.

Tenho muito mais coisa pra mostrar, mas tenho que terminar outras coisas por aqui, vou colocar muito mais fotos amanhã..

Frio é mesmo uma coisa relativa, hoje está zero graus e eu estou feliz pois não tenho que cobrir meu rosto todo.










Ainda não terminei...

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Mais Banff...

Bom, essa é a segunda postagem de Banff, dei uma atualizada na primeira postagem, alguns comentários, e coisa e tal.

Essa é toda a galera que estava gente, galera gente boa. Babilônia total.

Bom, no topo do topo tinha uma casa, feita com muito esmero. O dono tinha saido, deixou as botas, deve ter ido andar só de meias, nada como uma volta pra descontrair. Bom lugar pra ficar por alguns dias, escrever um livro, umas poesias, pensar na vida, morrer de frio ou viver uma aventura unica.

Aí eu e o Bernardo, a gente tava seguindo a trilha da mina de enxofre, que não devia dar em nada e pensando naquela galera lá do Sana, e em todos os gnomos que de vez em quando nos fazem uma visita, construimos o que seria uma cidade de gnomos. Com "rios, pontes e overdrives, inteligentes estruturas de lama". A cidade ficava na estrada, ao lado. No canteiro. Junto das outras pedras, deve estar lá ainda.


... Numa simplicidade com uma harmonia.

E finalmente, a galinha, ou o que você quiser ver. Essa galinha foi feita por último, numa tentativa de interferir bruscamente com o meio. bloquear a passagem de quem quer que fosse. Causar espanto. Mexer mesmo. Tão instável e tão forte. Capaz de passar uma mensagem muito boa. De questionamento, será? Bom, gostei dela.

Não, isso não é um vaso. Presta atenção que você vai ver que isso vermelho é uma porta e por incrível que pareça, essa era a banheira, ou seria um box? Do banheiro do lugar que ue tava hospedado lá.

Uma olhada por dentro, pra não deixar duvidas. O prédio pode cair de lado, e você ainda vai poder usar, só que agora como banheira.

O piscinão de Banff...
A água estava a 39 graus,o ar, talvez uns 5 graus. Era como estar na praia num dia de sol forte e água gelada, só que ao contrário. A água te fazia suar, o ar te consolava. Sensação muito estranha. Na verdade a água vinha de fontes quentes naturais, a uns 60 graus, mas era resfriada, senão seria uma sopa de gente. No inicio parecia aquelas piscininhas de criança de clube lotado, só que mais quente, era estranho. Mas depois ficou bom.

E mais algumas fotos de Banff, passeio bom... rio gelado. Pensar que isso tudo vira gelo. As vezes penso porque? Muito diferente, tem gente que mora lá e vive com todo esse frio, e gosta e não troca por nada. Agradeço não ser do frio, sou do sol. Mas é sempre bom ver o que tem do outro lado.

Hehe, se liga nas havaianas, todo mundo usa fera...




Respira aí fera...


E lá está o maluco, aqui no meu computador tá mostrando 0 graus, o cara com sua camisa, simples t-shirt, calça normal, e chinelo, lá fora o cara, andando, falando no telefone. Ontem era compreensível, o alarme de incêndio tocou, não é novidade por aqui. Todos saíram, meus dedos estavam congelantes quando decidi entrar no prédio de artes pra me aquecer. Eram poucos graus, mas eles eram fortes o suficiente para me deixar gemendo de frio.

Fui acometido com uma felicidade abrupta nos últimos instantes, daquelas que você termina limpando a casa. Muito doido. Com música alta, aja novos baianos, só eles, tocando e mantendo minha maré de alto astral. Me levando na onda, lá pra frente, minha cabeça e meus pensamentos. Tudo viajando, na maré e nas ondas das músicas, uma após a outra. Me surpreendendo a cada verso e a cada virada. Valeu braçinho, valeu de verdade.

Aí a gente vai e nem percebe que está indo, acontece isso o tempo todo, comigo, contigo, com todo mundo. Se a gente não para e pensa o que está fazendo a gente já foi. E é tão mais fácil só ir, e todo mundo quer tanto chegar. E a gente vai que vai e muita gente tá indo também. Tenho dado um tempo com essa idas e tenho buscado me segurar em algumas coisas. Tô indo bem mais devagar agora, me seguro em cada coisa que consigo.

Me prendo na letra, na rima, no ritmo. No som da música, da gente, do bicho. Do passo, da árvore, da letra, do vento, do nada. Dá água. No cheiro, no sabor, na beleza da tristeza, na tristeza da beleza. Na flor do maracujá, que é tão linda e tão pequena. Na parede, no muro, no mundo, na diversidade.

Dou risada. Tanta coisa que existe e a gente só vê as mesmas coisas sempre. Injustiça com nós mesmos. Tanta coisa dentro de coisa nenhuma, tanta beleza, tanta.

Tirei tudo das caixas e coloquei tudo aqui, junto de mim, acessível. Evito pessoas que colocam tudo em caixas. Se as encontro, falo pra elas tirarem as coisas das caixas também. Baguncei tudo e agora cadê? Tenho tudo comigo. Está tudo melhor. Mais ainda dá mais. Tirar as caixas do lugar e colocar em qualquer lugar. Rodopiei no meio das caixas e tô de olhos vendados. vou procurar aquilo que preciso de olhos vendados, com caixas embaralhadas e tudo jogado.

Esquenta a cabeça não. Dá um tempo aí e vê o que que está acontecendo a sua volta. Muita mais que isso aí. Um abraço, um beijo e tudo de bom.